151 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA (1875-2026)
Araripe,
gleba querida
Berço de
Miguel Arraes
Onde a
família Morais
Fez logo
sua guarida.
Nessa
terra prometida
Nasceu
Antônio Girão
E
Raimundo Elesbão
Surgiu
neste universo
Trazendo
mundo de verso
De
histórias e tradição.
Já foi
fazenda de gado
No início
da jornada
De Brejo
Seco chamada
Território
destacado.
Pelos
Kariris habitado
Quando
Alencar chegou
Da terra
lusa aportou
Seguindo
na caminhada
E para fazer
morada
Mãos e
pés aqui fincou.
Ele foi
homem sagaz
A fazenda
construiu
Seu
território expandiu
De
maneira perspicaz.
Um
ambiente de paz
Onde fez
a residência
Pra criar
a descendência
Em
território local
Distante
da capital
Garantiu
sobrevivência.
De Brejo
Seco mudou
Seu nome
modificado
Araripe é
nomeado
Na
história registrou.
Seu
centenário passou
Já vieram
mais cinquenta
Sua
população atenta
Produzindo
o alimento
Garantindo
seu sustento
O comércio
movimenta.
Um
destaque cultural
Também na
religião
Garantindo
a tradição
Em junho
há festival
Do
padroeiro local
Um
animado leilão
Missa,
reza e oração
Brincadeiras
divertidas
Há
quermesse e comidas
Em noites
de diversão.
Há também
a pregação
Numa
noite de louvor
Dedicada
ao Senhor
O Evangelho
em ação
Buscando
a conversão
Da nossa
comunidade
Envolve
nossa cidade
As
igrejas reunidas
Para
resgatar as vidas
Deixadas
na orfandade.
A cultura
dos vaqueiros
Aqui é
reconhecida
Numa data
escolhida
Reunindo
os pioneiros.
Há também
os sanfoneiros
Na noite
de São João
Xote,
forró e baião
No evento
é celebrado
Deixando
o povo animado
Resgatando
a tradição.
Há poetas, repentistas
Escritoras,
literatos
Em
diferentes retratos
Músicos e
outros artistas.
E recebe
até turistas
Lá na
gruta do Brejinho
Água vem
devagarinho
Saindo
numa nascente
Nessa
terra, nossa gente
Sempre
acolhe com carinho.
MORAIS, José Roberto.