LITERATURA UNIVERSAL
Bandelaire foi poeta
Influente simbolista
Com sua obra completa
Recursos pré-modernista.
Lá em Paris foi nascido
Teve destino sofrido
Ficou órfão ‘inda’ criança;
A mãe casou novamente
O conflito permanente
Afastou sua esperança.
Ingressou no internato
E começou a estudar
Com o padrasto o contato
Conflito familiar.
Seu padrasto coronel
Desempenhou seu papel
Mas Charles se rebelou;
Melancólico e solitário
Seguiu seu itinerário
E de Lyon retornou.
Ao retornar pra Paris
Tornou-se indisciplinado
Seguiu como aprendiz
No Lyceé matriculado.
Já gostava da leitura
Começou literatura
Seus poemas publicando;
Foi expulso do colégio
Seu jeito nada egrégio
Já estava lhe moldando.
Conheceu alguns poetas
Ingressou na boemia
Manhãs e noites completas
De ventura e poesia.
Foi logo pressionado
Para embarcar obrigado
Com destino a Calcutá;
Seguindo sua viagem
Guardou consigo a imagem
De quando saiu de lá.
Ficou nas Ilhas Maurício
Com saudades de seu lar
Pra França, seu benefício
Logo pode retornar.
Desperdiçou sua herança
Perdeu sua esperança
Sendo boêmio incurável;
Buscou novas influências
Procurou experiências
E refúgio desejável.
Lançou “as flores do mal”
Sua obra foi apreendida
Atentou contra a moral
Como a lei era regida.
Pagando multa pesada
Após a obra publicada
Destaque da geração;
Ouviram logo seus gritos
Pelos poetas malditos
Origem dessa expressão.
Foi crítico e tradutor
Da rica literatura
De Edgar Poe, o escritor
Traduziu cada leitura.
Das obras são necessárias
“Histórias extraordinárias”
E “o princípio poético”;
Charles fez sua partida
Abandonou esta vida
Por seu destino frenético.
MORAIS, José Roberto. Charles Bandelaire: boêmio incurável. In Revista Sarau. Vol 6. Nº 19. maio/junho 2026. (p.
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