LITERATURA BRASILEIRA
Lá
no Rio de Janeiro
Nasce
a menina Cecília
Neste
solo brasileiro
Criança
perde a família.
Fica
sem mãe e sem pai
Da
lembrança nunca sai
Foi
grande sua tristeza;
Não
teve a bênção paterna
Na
casa da avó materna
De
origem portuguesa.
Dona
Jacinta Garcia
Criou
aquela pequena
Que
encontrou na poesia
A
guarita tão amena.
Fez
logo o curso primário
Seguiu
seu itinerário
Na
Escola Estácio de Sá;
Recebeu
premiação
Com
louvor e distinção
Pois
Bilac estava lá.
E
recebeu do poeta
Linda
medalha dourada
A
premiação seleta
No
começo da jornada.
Já
formada professora
Foi
jornalista e pintora
Uma
amante da cultura;
Sua
produção completa
Reconhecida
poeta
Um
ás na literatura.
Com
“espectros” ingressou
Nesse
mundo literário
Seu
estilo conquistou
Público
extraordinário.
Logo
veio outra conquista
Colaborou
em revista
Falando
de educação;
O
interesse por crianças
Trouxe
novas esperanças
E
também adaptação.
Viajou
ao Portugal
Falou
da literatura
Destaque
educacional
No
folclore e na cultura.
“Viagem”
foi premiado
Mais
um livro consagrado
Trouxe
reconhecimento;
Para
não causar quizumba
“Batuque,
samba e macumba”
Obra
de conhecimento.
Realizou
conferências
Em
países diferentes
Adquiriu
experiências
Em
diversos ambientes.
Fez
também ilustrações
Em
algumas produções
Quando
esteve em Portugal;
Escreveu
um “romanceiro”
Um
relato brasileiro
Da
época colonial.
Seus
versos sempre completos
Com
profundas reflexões
Em
seus poemas diletos
Resgatando
tradições.
Na
geração modernista
Destacou-se
como artista
Por
sua obra completa;
Cantou
o instante que existe
Hora
alegre, hora triste
Já
partiu nossa poeta.
MORAIS, José Roberto. Cecília Meireles: ás da literatura. In Revista Sarau. vol 6. Nº 19. maio/junho 2026. (p.
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