segunda-feira, 29 de junho de 2026

CAMPOS SALES: CIDADE PORTAL DO CARIRI

 127 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

(1899-2026)


Campos Sales, a cidade

É Portal do Cariri

A trilha dos viajantes

Que vinham do Piauí

Seguindo sua jornada

Passando nesta estrada

Faziam parada aqui.

 

Já foi Várzea da Vaca

A fazenda destacada

Para criação de gado

Uma terra consagrada

Na região do Cariri

Os italianos aqui

De Nova Roma chamada.

 

No seio jaz a Heroína

Grande Bárbara de Alencar

Lutou na revolução

Para o povo libertar

Foi mulher de pulso forte

E vencida pela morte

Aqui veio repousar.

 

Abrigo do coronel

O Barão de Aquiraz

Gonçalo Batista Vieira

Ele foi homem sagaz

A fazenda construiu

Seu território expandiu

De maneira perspicaz.

 

Já o Coronel Baleco

Na fazenda Cabeceira

Com a dupla identidade

Seguindo sua carreira

Assinava com seu nome

Outras vezes, sobrenome

Agindo dessa maneira.

 

Fez política autoritária

Distante da capital

Agia Raimundo Bento

Em território local

Ou Souza Baleco agia

O “chefão” não distinguia

Parecia ser normal.

 

Campos Sales é destaque

Na cultura regional

E no mês de junho faz

Um enorme festival

As noites são divertidas

Quadrilhas reconhecidas

Num encontro cultural.

 

Um destaque cultural

Também na religião

Com eventos conhecidos

Por toda população

Há procissões com andor

Uma noite de louvor

Com hinos e pregação.

 

Destaque na educação

Maria Dulce de Alencar

Tens o reconhecimento

Educadora exemplar

No seio da instituição

Zelou pela educação

Na história desse lugar.

 

A maioria do seu povo

Produz o seu alimento

Na agricultura e comércio

Faz um grande movimento

E inúmeros servidores

Honestos trabalhadores

Garantindo o seu sustento.

 

Há poetas repentistas

Escritoras, literatos

Nessa terra acolhedora

Diversos são seus retratos

Sua História é extensa

Em versos que se condensa

Trouxe apenas alguns fatos.

 

MORAIS, José Roberto. Campos Sales: cidade portal do Cariri. In Clube da Poesia. Ano 2. Nº 12. Julho de 2026. (p. 3)


quarta-feira, 3 de junho de 2026

LUIZ GONZAGA: RESGATANDO A TRADIÇÃO


Luiz Gonzaga Nascimento

Lá no Exu veio ao mundo

Sendo filho de Santana

Era primo de Raimundo

Seu pai era sanfoneiro

Januário era o primeiro

Gonzagão era o segundo.

 

Após aprender tocar

Mudou-se lá para o Rio

Na capital federal

Enfrentando o desafio

Na busca pelo sucesso

Na cidade do progresso

Sentia o peito vazio.

 

Quando o sucesso chegou

Tornou-se um grande artista

Famoso em todo Brasil

Demonstrou sua conquista

Falando sobre o sertão

De cultura e tradição

Em cada canção da lista.

 

E cantou várias canções

Na temática do são João

"Pagode russo", "asa branca"

Também "luar do sertão"

"Na estrada de Canindé"

"Xote das meninas" é

Destaque do Gonzagão.

 

Numa "sala de reboco"

Fez muita gente dançar

O "cheiro da Carolina"

Uma canção popular

Já "a morte do vaqueiro"

É destaque pioneiro

Homenagem exemplar.

 

"São João do carneirinho"

"São João nas capitá"

Há "são João sem frutica"

E "são João no arraiá"

"A noite é de são João"

O "ABC do sertão"

E "canto do sabiá".

 

Doutor Humberto Teixeira

Com Gonzaga em parceria

Escreveu, compôs canções

Com muita sabedoria

Resgatando a tradição

Enalteceu o sertão

Em letras com poesia.



MORAIS, José Roberto. Luiz Gonzaga: resgatando a tradição. In Clube da Poesia. Ano 2. Nº 11. Junho de 2026. (p. 11)