sábado, 1 de agosto de 2026

ARARIPE GLEBA QUERIDA

 151 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA (1875-2026)



Araripe, gleba querida

Berço de Miguel Arraes

Onde a família Morais

Fez logo sua guarida.

Nessa terra prometida

Nasceu Antônio Girão

E Raimundo Elesbão

Surgiu neste universo

Trazendo mundo de verso

De histórias e tradição.

 

Já foi fazenda de gado

No início da jornada

De Brejo Seco chamada

Território destacado.

Pelos Kariris habitado

Quando Alencar chegou

Da terra lusa aportou

Seguindo na caminhada

E para fazer morada

Mãos e pés aqui fincou.

 

Ele foi homem sagaz

A fazenda construiu

Seu território expandiu

De maneira perspicaz.

Um ambiente de paz

Onde fez a residência

Pra criar a descendência

Em território local

Distante da capital

Garantiu sobrevivência.

 

De Brejo Seco mudou

Seu nome modificado

Araripe é nomeado

Na história registrou.

Seu centenário passou

Já vieram mais cinquenta

Sua população atenta

Produzindo o alimento

Garantindo seu sustento

O comércio movimenta.

 

Um destaque cultural

Também na religião

Garantindo a tradição

Em junho há festival

Do padroeiro local

Um animado leilão

Missa, reza e oração

Brincadeiras divertidas

Há quermesse e comidas

Em noites de diversão.

 

Há também a pregação

Numa noite de louvor

Dedicada ao Senhor

O Evangelho em ação

Buscando a conversão

Da nossa comunidade

Envolve nossa cidade

As igrejas reunidas

Para resgatar as vidas

Deixadas na orfandade.

 

A cultura dos vaqueiros

Aqui é reconhecida

Numa data escolhida

Reunindo os pioneiros.

Há também os sanfoneiros

Na noite de São João

Xote, forró e baião

No evento é celebrado

Deixando o povo animado

Resgatando a tradição.

 

Há poetas, repentistas

Escritoras, literatos

Em diferentes retratos

Músicos e outros artistas.

E recebe até turistas

Lá na gruta do Brejinho

Água vem devagarinho

Saindo numa nascente

Nessa terra, nossa gente

Sempre acolhe com carinho.

 

MORAIS, José Roberto.