domingo, 30 de junho de 2019

O ÁRCADE ARARIPENSE NA ALB

                                                                                            LITERATURA DO OESTE CARIRIENSE

Excelentíssimo Dr. Francisco Adriano de Sousa, presidente da ALB/Araripe-Ce
Componentes da mesa de honra
Caríssimos confrades e confreiras
Autoridades, convidados, familiares e amigos presentes
Boa noite!

Nesta noite de imensurável alegria, a Academia de Letras do Brasil/Seccional/Araripe-CE, festeja uma das posses mais aguardadas pelos acadêmicos que compartilham das ideias culturais e literárias no seio da entidade: a posse efetiva do poeta e escritor Antônio Hélio da Silva. Esse filho ilustre do Araripe que em seu “Refúgio” escreveu os rebuscados versos que simbolizam e retratam o sentimento que arde e emergem em seu ser e são transcritos com a semântica metafórica necessária.
Antônio Hélio encontrou na literatura o veículo que possibilita a expressão de ideias e sentimentos. Descobriu que a arte da palavra permite viagens ao mundo imaginário, reflexivo e cotidiano das pessoas. Publicou seu primeiro livro “Refúgio” (poesias) em 13 de maio de 2000. Em 2014, publicou com outros escritores o livro de crônicas “Dois Dedos de Prosa”. Sócio correspondente do Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC), fundador e primeiro presidente da Sociedade dos Poetas de Araripe (a arcádia araripense), cordelista com dois cordéis publicados, titular da coluna Opinião no periódico Jornal da Confraria onde publicou fragmentos do seu primeiro romance “Concha Verde Brejo Seco” que resgata literariamente a história de Araripe.
Além desses, o seu extensivo currículo apresenta também funções desempenhadas pelo escritor araripense, como: locutor na Rádio Araripe FM, coordenador do MOBRAL de Araripe, correspondente do Jornal O Povo, secretário e presidente da Sociedade de São Vicente de Paulo do Brasil em Araripe, fotógrafo, assessor de imprensa da Prefeitura de Araripe, editor dos Jornais Modelo em Ação e Educar, participou de concurso de poesias, coautor do livro didático Araripe Cidade da Gente (2018) entre outras.
Adentra ao mundo dos acadêmicos apresentando sua pesquisa biográfica sobre o patrono Antônio Girão Barroso que foi poeta, escritor cearense, jornalista e professor da Universidade Federal do Ceará. Graduado em Direito, fez doutorado em Economia. Foi membro do Grupo Clã - movimento artístico que, nos anos 1940, sedimentou as conquistas modernistas no Ceará -, ao lado de Aluísio Medeiros, Artur Eduardo Benevides, Eduardo Campos, João Clímaco Bezerra e Moreira Campos, dentre outros.
Antônio Hélio discursa com maestria, sempre buscando palavras rebuscadas que enriquecem o vocabulário e tornou-se uma das principais características da obra desse árcade araripense que, formando uma tríade com os poetas Deusimar Rodrigues e Francisco Aroldo Lobo, idealizaram a arcádia araripense que foi fundada em 29/07/2006. Ele escreveu a letra do Hino da SPA em 2016.
Poeta Antônio Hélio, a Academia de Letras do Brasil-ALB/Araripe-CE, orgulha-se de tê-lo como membro da entidade, pois suas produções literárias e culturais engrandecem a literatura cearense, sua estimável presença possibilita momentos significativos de aprendizagem e suas relações interpessoais contribuem para seu crescimentos pessoal, profissional e social.                  
Bem-vindo, poeta!
Obrigado.

José Roberto de Morais Silva
Escritor
Cadeira nº 22 da ALB/Araripe-CE
Patrono: Antônio Paulino de Lima

sábado, 8 de junho de 2019

ANTÔNIO DE PÁDUA (1188/1195 - 1231)

Peço licença ao leitor
A Deus eu peço memória
Para contar a história
De um homem que amou
Como Cristão atuou
Boas ações praticando
Eu falo sobre Fernando
Que lá em Pádua nasceu
Mas o mundo o conheceu
Numa igreja celebrando
                      
Pois Fernando era um frei
Da Ordem dos Franciscanos
Desse português humano
Sobre a vida pesquisei
Informações encontrei
Já não estou esquecido
Por Antônio conhecido
Para Itália viajou
Muitos sermões professou
Tornou-se um padre querido

Música e filosofia
Sempre gostou de estudar
E também se destacar
Na retórica, astrologia
Gramática e geometria
Dialética, estudou
Aritmética, usou
Foi um grande estudioso
Na crença, religioso
Pois sua fé praticou

Incerto ‘inda permanece
O dia que ele nasceu
Mas o dia que morreu
Todo católico conhece
Dessa data não esquece
Fazem comemoração
Novena, celebração
Na data sempre aguardada
13 de junho é marcada
Por atos de devoção.

José Roberto

Poeta

domingo, 19 de maio de 2019

OS CORTES NA EDUCAÇÃO E A AMNÉSIA ESQUERDISTA


A educação brasileira tem sido penalizada pelos governos. Entre 2003 e 2007, o governo Lula deixou de aplicar R$ 20,144 bilhões, que, por determinação constitucional, deveriam ter sido destinados à Educação. No segundo governo Lula da Silva, numa tesourada geral em 2008, o então presidente cortou mais de R$ 30 bilhões dos vários setores para pagar dívida.
No governo Dilma, em 2012, os cortes totalizaram R$ 55 bilhões, o maior aconteceu na área da Saúde. Nesse ministério, cujo corte totalizou R$ 5,47 bilhões, em relação aos valores aprovados pelo Congresso Nacional, segundo números divulgados pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, segundo informações de Alexandro Martello do G1 (15/02/2012 14h41).
Já em 2015, com o slogan “Brasil, Pátria Educadora”, o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) já havia feito um corte de 9,4 bilhões de reais na Educação naquele ano, impondo à pasta a desaceleração em vários programas educacionais. Prometida em campanhas eleitorais como área prioritária para o governo, a educação foi um alvo das tesouradas do Palácio do Planalto, conforme publicou a Revista Exame (Julho de 2015). Embora, a “educação fosse prioridade”. Imagina se não fosse?
Além desses, em 2015, o governo decidiu cortar 1 bilhão de reais no orçamento de Educação e outros quase 1,2 bilhão de reais em recursos da Saúde como parte do contingenciamento adicional de 8,6 bilhões de reais, conforme decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
Em 2016, o corte no orçamento da educação chegou aos R$ 4,27 bilhões e R$ 4,3 bilhões em 2017.
Agora em 2019, o congelamento do orçamento da educação é de 1,7 bilhão. Isso gerou manifestações de esquerdistas em todo país. Principalmente, por causa do corte dos 3,43% das universidades e institutos federais. A educação parece ter sido sempre a escolhida para os cortes de orçamentos há vários anos. Se pesquisarmos, poderemos conseguir mais dados. Porém, a amnésia não permite a galera de esquerda lembrar desses fatos. E você, lembra desses cortes também?  
  
REFERÊNCIAS



domingo, 12 de maio de 2019

MÃE, SINÔNIMO DE AMOR

A Rainha das rainhas
Merece jus homenagem
Saúdo todas as mãezinhas
Enalteço essa imagem
Mãe, símbolo de alegria
Perdão, amor e empatia
Fonte de honestidade
No jardim é bela flor
Mãe, sinônimo de amor
Exemplo de humildade

Mãe é o berço da paz
Raiz que alimenta o ser
Saudade que o tempo traz
O sol de um amanhecer
Mãe é água de um rio
Vence cada desafio
Em busca de liberdade
É um anjo protetor
Mãe, sinônimo de amor
Exemplo de humildade

Mãe é terna companhia
Depósito de confiança
Uma ama que noite e dia
Alimenta a esperança
A mãe brilha como luz
Seu carisma se traduz
Na sua cumplicidade
Uma fonte de calor
Mãe, sinônimo de amor
Exemplo de humildade.

Sítio Tanquinho, Araripe - CE
11/05/2019



quinta-feira, 4 de abril de 2019

INFÂNCIA ESCOLAR


Na minha infância querida
Eu comecei a estudar
Sonhando pra minha vida
Um futuro exemplar
Vou mantendo na lembrança
Brincadeiras de criança
Que na escola pratiquei
As aulas de português
Matemática e inglês
Na turma que eu estudei

Jogávamos futebol
Brincávamos da bandeira
Não importava se sol
Chuva, terra ou poeira
A nas aulas de ciências
Fizemos experiências
Sobre o mundo natural
Nas humanas aprendemos
Compartilhar o que temos
Nossa vida social.

Campos Sales – CE, 02/04/2019

domingo, 24 de março de 2019

VERSOS À JANELA


Nosso amor envelheceu
Como o rio que secou
O meu peito arrebentou
Riso desapareceu
Já nem sei mais quem sou eu
Estou vivendo imprevisto
Do seu amor não desisto
Porque sou louco por ela
Cantei versos à janela
Pra lembrá-la que eu existo

Antes muito nos amamos
Um amor apaixonado
Abraço e beijo apertado
No escuro praticamos
E nos sonhos que sonhamos
Nosso amor era bem visto
Quando eu me lembro disto
A saudade me atropela
Cantei versos à janela
Pra lembrá-la que eu existo

Duas pessoas amando
Eu vivia mui feliz
Nosso amor por um triz
Estava finalizando
O telefone tocando
Parecia que era misto
Foi um momento previsto
Fiquei de cor amarela
Cantei versos à janela
Pra lembrá-la que eu existo

Alguns meses se passaram
Nosso amor se acabou
Senti uma imensa dor
Quando os beijos se cessaram
Nossos corpos se abraçaram
Quase que eu não resisto
Tristemente eu insisto
Minha vida ainda é dela
Cantei versos à janela
Pra lembrá-la que eu existo.

José Roberto
Sítio Tanquinho, 23/03/2019

sábado, 23 de março de 2019

CHEIRO NO COLCHÃO

Nessa noite de calor
Não consigo nem dormir
Na cama acho que te vi
Fiquei lembrando nosso amor
Ao pegar meu gravador
Ouvi no rádio a canção
Pulsou forte o coração
Abracei o travesseiro
Vou dormir sentindo o cheiro
Que deixaste no colchão.