segunda-feira, 7 de setembro de 2020

PÁTRIA AMADA BRASIL

 Independência ou Morte?

Gritou o Imperador

E quem nos libertou?

Foi o bravo braço forte

Esse foi o passaporte?

Pra sermos uma nação

Fim da colonização?

Início de um Reinado

Iss'é quadrão perguntado 

Iss'é responder quadrão


Nós temos poder servil?

Erguemos nossa bandeira

Nossa nação verdadeira?

A Pátria Amada Brasil

E em 22 de abril?

Temos comemoração

Qual é a celebração?

Mais um ano é completado 

Iss'é quadrão perguntado 

Iss'é responder quadrão.


José Roberto Morais

Sítio Tanquinho, Araripe - CE

07 de setembro de 2020.

sábado, 8 de agosto de 2020

O REI DO BAIÃO

 Luiz Gonzaga Nascimento

Lá em Exu foi nascido

Apaixonou-se tão jovem

Por ser amado e querido

Mas teve que ir embora

Partiu pelo mundo afora

Com o coração sofrido

 

Tornou-se um grande ícone

Da cultura popular

Cantando xote e baião

Fez a história mudar

Cantou o nosso sertão

O nosso Rei do Baião

Um sanfoneiro exemplar

 

Juazeiro, Assum Preto

Asa Branca e Sabiá

E na Sala de Reboco

Fez muita gente dançar

Sem nenhum acanhamento

Apologia ao Jumento

Sempre gostou de cantar

 

Ao ouvir Triste Partida

E ABC do Sertão

Dezessete e Setecentos

E as Lendas de São João

Eis que fazemos viagem

Nessa simples homenagem

Ao nosso Rei do Baião.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

DUAS CASAS MAL ASSOMBRADAS

Eu vi na literatura

Ao ler um conto fantástico

Nessa ótima leitura

Eu quase fiquei estático

Falava sobre um evento

Estranho acontecimento

Numa floresta copada

Um tesouro ali perdido

Pelo monstro protegido

Em casa mal assombrada

 

Numa casa velha entrei

Morcegos logo voaram

Na parede se esbarraram

Com medo logo fiquei

Em fugir também pensei

Vi um rato em disparada

A corredeira danada

Queria seu alimento

Entraram de quarto a dentro

Na casa mal assombrada.

 

Glosa: José Roberto Morais

Mote: Marcos Silva

 


quinta-feira, 23 de julho de 2020

POETIZAR É PRECISO

A arte poética é
Repleta das emoções
Demonstramos nossa fé
Citamos opiniões
Uma fonte de leitura
É um berço da cultura
Um arquivo na memória
Um palco de equilibristas
Que nas letras são artistas
Para registrar História

Odes, sonetos, epopeias
Os hinos, as elegias
Transmitindo as ideias
Músicas tem poesias
As éclogas e as imagens
Nos favorecem viagens
Ao reino dos menestréis
Enriquecendo a cultura
Temos a literatura
Também expressa em cordéis

Leve para sua sala
Os livros da sua estante
Poesia em sua aula
Envolvendo os estudantes
Convide para pensar
Entreter ou viajar
Nesse mundo imaginário
Permitindo a criação
Transmita esta lição
No projeto literário

E mostre aos estudantes
Seu amor pela leitura
Transfira esse instante
Busque na literatura
Espalhando seu sorriso
Poetizar é preciso
Docência com poesia
Faça a leitura do mundo
Envolva, seja profundo
Demonstre sempre empatia.

JR Morais

Poema apresentado no Encontro Pedagógico (virtual) de linguagens da SME de Campos Sales em 06 de julho de 2020.

terça-feira, 16 de junho de 2020

ARTISTAS DO ENSINAR

Em tempos de pandemia
Se renova o professor
Ministrando com alegria
Passa a ser orientador
Mas ficando conectado
O dia inteiro ligado
Repassa sua lição
Na arte sempre renova
Elabora sua prova
Corrige avaliação

Sempre buscando atingir
Atender aos estudantes
Procurando distinguir
Conteúdos relevantes
Busca metodologias
Renovando as energias
Pra poder incentivar
Convida para viagem
No ensino e aprendizagem
É Artista do ensinar

Navega na internet
Procurando vídeo aulas
E coloca no disquete
Depois leva para sala
Durantes suas lições
Recebe as informações
Transforma em conhecimento
Orienta uma leitura
Obra de literatura
Pra fazer embasamento

Nós somos grandes guerreiros
Em favor da educação
Na didática, pioneiros
Pois cumprimos a lição
A profissão exemplar
Para poder educar
Respeitamos discordância
Pra haver entendimento
Em prol do desenvolvimento
Agimos com tolerância.

José Roberto

terça-feira, 14 de abril de 2020

CINCO ANOS DE SAUDADE


Peço licença ao leitor
Leia com muita atenção
Vou versejar com amor
Transbordando de emoção
Falo em Joana Morais
Que há cinco anos atrás
Partiu para eternidade
Enquanto viveu aqui
Fez muita gente sorri
Um exemplo de humildade

Aquele lindo sorriso
Ninguém consegue esquecer
São lembranças que preciso
Guardar aqui no meu ser
Feliz infância viveu
No sítio onde nasceu
Até sua mocidade
Quando jovem se tornou
Seus sonhos alimentou
E foi morar na cidade

Em Campos Sales morou
Estudou lá no Grupinho
Amigos lá encontrou
E seguiu o seu caminho
Vivia sempre contente
E ali diariamente
Na rádio apresentava
O meu Cristo não tem cor
Com leituras e louvor
Pra os ouvintes ministrava

Vivia lá no convento
Pela Itália viajou
Resguardou no pensamento
Agiu sempre com amor
Retornou para seu lar
Com nossos pais foi morar
E vivia alegremente
Quando menos se esperava
Sintomas não demonstrava
Adoeceu de repente

Era mês de novembro
Quando Joana desmaiou
Numa manhã, eu me lembro
No seu cérebro um tumor
Em dezembro a cirurgia
Acabou sua alegria
Joana ficou sem falar
Foi seguindo a jornada
Era triste sua estrada
Já não conseguia andar

Com mais duas cirurgias
Tornou-se uma cadeirante
E as suas liturgias
Foram seus fortificantes
Dez anos ela sofreu
A doença lhe venceu
Joana fez sua partida
Naquele mês de abril
Pra eternidade seguiu
Abandonou essa vida

Cinco anos ‘tá’ completando
Que já não estar presente
Estamos só relembrando
Aquele olhar sorridente
Resta-nos muita saudade
Dos dias de mocidade
Que conosco aqui viveu
O tempo vai se passando
Os momentos resguardando
Lembrança do riso seu

Nós guardamos na memória
Belos momentos passados
Escrevendo sua História
Eles ficam registrados
Para posterioridade
Exemplo de humildade
Carisma, zelo, alegria
Semeando sempre a paz
Viveu Joana Morais
Sua vida dia a dia.

Joana Morais
+14/04/2015


segunda-feira, 13 de abril de 2020

O MELHOR VAQUEIRO


Sou filho deste torrão
Onde vovô vaquejou
Nos campos ele estudou
Fazendo sua lição
Foi na sela com gibão
Onde seguiu sua lida
Procurou vaca perdida
No mourão amansou boi
Meu avô sem dúvida foi
Um vaqueiro sem medida

No mês de abril nasceu
Já passou seu centenário
Cumpriu seu itinerário
No Tanquinho onde viveu
Hoje lembro o jeito seu
Montando seu alazão
Para pegar barbatão
No mato foi pioneiro
Foi o melhor vaqueiro
Que viveu neste sertão.

Homenagem ao meu avô, Moisés Otoni de Morais.
     *13/04/1913 / + 27/01/1998
     107 anos do seu nascimento.