CULTURA
Espaço literário para publicação de artigos de opinião, crônicas, poemas e resenhas.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
FESTIVIDADES DOS DEUSES
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
NOSSO ANIVERSÁRIO
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
TRILHANDO NA FICÇÃO
Culminância do Projeto "Bora Escrever"na Escola Tabelião Vicente Alexandrino de Alencar
Na manhã dessa segunda-feira (15), houve a culminância do Projeto Bora Escrever, realizado no período de junho a novembro de 2025, com os discentes das turmas de 9º ano, na Escola Tabelião Vicente Alexandrino de Alencar em Campos Sales (CE). O projeto supracitado, além da prática da leitura, buscou incentivar a produção escrita de narrativas como foco principal. Seu produto final foi a publicação do ebook e livro impresso "Trilhando na Ficção", escrito pelos protagonistas.
O professor orientador, José Roberto Morais, destacou durante a apresentação do projeto que iniciou as oficinas "revisando os elementos da narrativa na primeira etapa, seguido pela produção do primeiro conto a partir de um conflito gerador".
O conflito gerador também serviu para produção da capa do livro: "Era noite. Eu estava sossegado no meu apartamento, que fica no primeiro andar, em cima de uma loja, quando ouvi uma gritaria lá na rua. Olhei pela janela e não pude compreender o que estava acontecendo. Um casal corria pela calçada e, a uns 100 metros atrás, algumas pessoas pareciam transtornadas (...)"
No mês de agosto, a proposta de narrativa trouxe como temática o cotidiano do estudante. Já no mês das crianças, a narrativa proposta abordou como temática as lembranças da infância a partir de acontecimentos ou eventos ocorridos com os autores.
A obra literária está organizada em quatro capítulos: “Um casal na rua...” apresenta narrativas diversas a partir da mesma proposta; “No chão da escola” apresenta narrativas sobre a vivência e os conflitos cotidianos dos estudantes no ambiente escolar; “Recordações da infância” traz relatos de memória dos períodos escolares ou eventos ocorridos na infância; e o último capítulo conclui apresentando resumos das autobiografias e biografias dos autores envolvidos no projeto.
Durante as apresentações, cada autor apresentou um conto de sua autoria, presente no ebook. O momento foi conduzido pelo professor orientador, o escritor José Roberto Morais.
Além dos protagonistas do projeto, que são os autores do livro, o evento contou com a participação da Gerente do Mais Paic, Professora Paloma Fresya; os representantes da SME, Professor Tadeu Arrais e Professora Poliana Negreiros; a Diretora Administrativa, Vanessa Rodrigues; as Diretoras Pedagógicas, Denna Batista e Bianca Ferreira; a Professora cordelista, Esmeralda Costa e todos professores que estavam presentes na instituição de ensino.
Esse evento literário encerrou com um coffee break para todos que estiveram presentes.
*O professor, poeta, cordelista e escritor araripense, José Roberto Morais é colunista da Revista Sarau de Fortaleza (CE) e membro fundador da Academia Cearense de Literatura de Cordel (ACLC). Autor das obras "50 Sonetos" (poesia, 2016); "Reforma Agrária e o Boi Zebu e as Formigas: uma análise sociológica" (crítica literária, 2017); "Veredas do Cordel" (literatura de cordel, 2022); "Fantástico Mundo da Leitura" (resenhas, 2022) e "Retalhos do Tempo" (crônicas, 2025).
sábado, 13 de dezembro de 2025
REFLEXÃO NATALINA
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
CONVOCAÇÃO PARA O SPAECE
Passando pra convocar
quinta-feira, 20 de novembro de 2025
ZUMBI DOS PALMARES: LÍDER DA RESISTÊNCIA
HISTÓRIA AFROBRASILEIRA
Grande Zumbi dos Palmares
Um líder da resistência
Do quilombo para o mundo
Um símbolo da consciência
Pertinho do São Francisco
Fez a sua residência.
Neto da preta Aqualtune
Que tinha sangue real
Sobrinho de Ganga Zumba
No percurso natural
Na região de Alagoas
Do Brasil colonial.
E recebeu esse nome
Para sensibilizar
O místico deus da guerra
Que estava a se agitar
Depois foi o escolhido
Pra seu povo liderar.
Na época colonial
Os escravos que fugiram
Dos engenhos de açúcar
Na região se uniram
E na Serra da Barriga
Um quilombo, construíram.
Pernambuco se encontrava
Sob domínio holandês
A guerra se intensificou
Com bastante rigidez
Expedições espalhadas
Contra as fugas cada vez.
Pra destruir o quilombo
Algumas expedições
Que foram organizadas
Pra manter as invasões
Sem sucesso, desistiram
Fraquejaram nas ações.
Zumbi dentro do quilombo
Crescia livre e contente
As histórias tão sofríveis
Desse povo resistente
Só conhecia os relatos
Contados por sua gente.
Casou com negra Dandara
A guerreira destemida
A mesma gerou três filhos
Para alegrar sua vida
Viviam nesse refúgio
Com a família querida.
Palmares logo tornou-se
Um centro de resistência
Ao sistema escravocrata
Que seguia sem prudência
Pois fazendeiros temiam
Entrarem em decadência.
Surgiram expedições
Pra o quilombo destruir
A extensão dos Palmares
Nos combates a seguir
Logo foram reveladas
Pois tentavam resistir.
Zumbi tornou-se seu líder
Pois Ganga Zumba morreu
Enfrentou várias batalhas
Bons apoios, recebeu
Após outras invasões
Resistente faleceu.
Bravo Zumbi dos Palmares
O líder foi capturado
Resistiu até a morte
Traído e decapitado
Teve a cabeça exposta
Mas deixou o seu legado.
No século dezessete
Esse fato consumado
Era 20 de novembro
Conforme está registrado
Dia da Consciência Negra
Na história é lembrado.
José Roberto Morais
St Tanquinho, Araripe
20 de novembro de 2025
segunda-feira, 3 de novembro de 2025
CASTRO ALVES: O POETA CONDOREIRO
LITERATURA BRASILEIRA
Castro Alves que nasceu
Na vila de Curralinho
Na Bahia onde cresceu
Seguiu logo seu
caminho.
Seu pai foi um
professor
Era médico e doutor
De nome Antônio José;
Sua mãe Clélia Brasília
Mudou-se com a
família
Para a capital do
axé.
Pois seu pai foi
convidado
Lecionar na Medicina
No Ginásio
matriculado
Foi seguindo sua
sina.
Ao cumprir cada lição
Demonstrou ter
vocação
Precoce pra poesia;
A morte da genitora
Primeira educadora
Acabou sua alegria.
Seu pai casou
novamente
Mudou da terra baiana
Um destino diferente
Capital pernambucana.
Ingressou na
Faculdade
Ideais de liberdade
Ações abolicionistas;
Envolveu-se em
movimentos
Pelo fim dos
sofrimentos
Dos entes escravagistas.
Escreveu “a
primavera”
Versos sobre
escravidão
E debruçou-se devera
Sobre a causa em
questão.
Sua brilhante
oratória
Fez parte da
trajetória
Publicando no jornal;
Com “o navio
negreiro”
O poeta condoreiro
Destaque nacional.
No Teatro Santa Isabel
Uma atriz lhe
encantou
Esse bardo menestrel
Por ela se apaixonou.
Eugênia, sua paixão
Despertou-lhe a
emoção
Gerando um intenso
amor;
Voltaram para a Bahia
Um drama apresentaria
Em prosa, desse
escritor.
As “espumas
flutuantes”
Exalta amor sensual
Poemas apaixonantes
Sobre a beleza
carnal.
Do poeta condoreiro
“Os escravos”,
derradeiro
É seu livro
inacabado;
Pois o condor bateu
asa
Abandonou essa casa
Deixando imenso
legado.
MORAIS, José Roberto. Castro Alves: o poeta condoreiro. In Revista Sarau. Vol 5. nº 17. nov/dez 2025. ISSN 29656192